segunda-feira, 12 de maio de 2008

Não me contes o fim...


Não me contes o fim…
Deixa-me voar sem medo de cair…
Deixa-me sonhar sem medo de acordar…
Deixa-me construir castelos sem medo que desmoronem…
Deixa-me cantar sem medo de desafinar…
Deixa-me sorrir sem medo de chorar…
Deixa-me amar-te sem medo que um dia não estejas…
Não me contes o fim…
Cai e não vou mais voar…
Acordei e não quero mais sonhar…
Desmoronaram-se os castelos e não tenho força para construir mais…
Desafinei e a minha voz nunca mais quis sair…
Chorei e agora choro com medo e um dia voltar a sorrir…
Já não estás e o amor foi embora contigo deixando um vazio frio e escuro…
Não me contes o fim…

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Pontes entre nós

Será sempre a subir ao cimo de ti bichita

Há luz sem lume aceso
Mas sem amar o calor
À flor de um fogo preso
À luz do meu claro amor

Há madressilvas aos pés
E águas lavam o rosto
A morte é uma maré
Olho o teu amado corpo

Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será no alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim

Não foram poemas nem rosas
Que colheste no meu colo
Foram cardos foram prosas
Arrancados ao meu solo

Oi que ainda me queres
No amor que ainda fazemos
Dá-me um sinal se puderes
Sejamos amantes supremos

Será sempre a subir
Ao cimo de ti
Só para te sentir
Será no alto de mim
Que um corpo só
Exalta o seu fim. .